quinta-feira, 26 de maio de 2011

D.S.

Nos ouvidos, Moriarty. Nas mãos, lápis. No paladar, café. E assim percorro estas linhas. Minhas. Suas. Nossas. (...) Hoje parei para te ler. Ver. Ter. Me arriscar. Penso muito nas pessoas que passaram por aqui. Visitas. E não tem como te negar. Renegar. Aprendi Cortázar entre suas cores de Almodóvar misturado com o cheiro do seu cigarro e a maquilagem exposta. Hoje sou outro. Você passou por aqui e deixou marcas. Seus vestígios ainda figuram nessa pessoa que te escreve. O mundo gira de outra forma. E hoje me revisito. E percebo o que passou. Ou tento.


3 comentários:

  1. que coisa mais linda *-*

    saudade imensa dos seus escritos.. escrivinhações, meu caro! =]

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  2. o Depois Secreto.
    O que se guarda e não se entrega.
    é partícula, particular.

    como o gosto, que fica, paladar.

    e o som que lembra como o sol da tarde, o sol das 3 da tarde, em algum parque, numa rua qualquer, cheiro de nostalgia úmida.

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